Cuidados que devemos ter com os juros abusivos dos bancos

Cuidados que devemos ter com os juros abusivos dos bancos

23 de janeiro de 2019 0 Por tiguana

O Brasil está entre os 5 países que praticam as mais altas taxas de juros do mundo e esta posição honrosa já é nossa há algumas décadas.

Á parte todas as teorias econômicas que explicam como o custo Brasil de investimentos e de captação de recursos é tão alto, a verdade é que vivemos um ambiente de relacionamento comercial onde os juros sempre foram um escudo de proteção de bancos, financeiras e muitas lojas contra a inadimplência.

Sim, quem está fazendo a roda girar paga um custo alto do risco de quem não pagar.

Muitos especialistas dirão que isso é esperado, principalmente em momentos de crise e recessão, quando o desemprego é alto e o poder de pagamento cai de repente, e as famílias precisam colocar as contas em uma fila.

Mas a verdade é que nos deparamos com situações onde os juros são abusivos e muitas vezes nem percebemos. E nem sempre eles são necessários, mas a tradição de crédito e de adimplência acaba justificando – para os bancos, claro.

Vamos falar dos cuidados que devemos ter com os juros abusivos dos bancos.

Cuidados que devemos ter com os juros abusivos dos bancos

Você pode evitar a cobrança abusiva – ou pelo menos ter a ciência e recusar as condições. Para isso existem atitudes importantes:

01 – Conheça o Custo Efetivo Total (CET)

Este nome altamente técnico significa o que o banco está efetivamente cobrando de juros e taxas internas no financiamento ou empréstimo. Muito bancos vendem taxas de juros atraentes mas, para o resultado final e sem clareza para o cliente, o custo fica maior.

Os bancos normalmente cobram taxas como Contrato, Seguro (que é importante mas deve ser mostrado ao cliente) e mais alguma despesa. Eles devem entregar uma planilha discriminando esses valores e mostrando a taxa efetiva de juros.

Com isso, você pode perceber qual o peso final e real de todos os custos sobre a parcela.

02 – Cuidado com a armadilha da “parcela que cabe”

É comum as pessoas darem mais atenção ao valor da parcela e se ela cabe no orçamento do que o prazo do financiamento.

Sem dúvidas que em uma compra emergencial ou numa renegociação de dívida, o valor acaba sendo mais importante, mas nunca perca de vista os tantos meses que suas contas serão afetadas.

03 – Informe-se sobre os juros de mercado

Antes de buscar propostas, atualize-se sobre o que o mercado está praticando. Assim você poderá entender quem está abusando nos juros.

04 – Não vá fechando com o seu banco

Fechar com o seu banco é mais prático e rápido. Mas ir direto nele não é uma boa ideia.

Além do seu banco conhecer o seu score e limitar o crédito conforme critérios que você não conhece, em outro banco o interesse de ter a sua conta pode melhorar a proposta.

Use propostas de outros bancos para negociar com o seu ou feche onde achar melhor. Mas importante: pesquise se o banco novo não vai sair mais caro em termos de tarifas e outras despesas, porque pode acabar saindo a mesma coisa ou mais caro mudar de banco.

05 – Tenha informações claras de juros e despesas nas propostas

Todas as propostas devem ter os juros e as despesas de forma clara para que você possa verificar quem está praticando juros abusivos e fazer a sua escolha.

06 – Peça a revisão dos juros

Você pode pedir que o banco reveja a proposta, praticando juros de mercado. Mas se você já está com o financiamento em curso e perceber que há juros abusivos, pode contatar um advogado especialista para avaliar os seus direitos.

Ele pode entrar em contato com o banco pedindo a revisão e, caso não haja acordo, ingressar com uma ação de revisão na Justiça. Porém, se preferir e se o valor do contrato for inferior a 20 salários mínimos, você pode acionar diretamente o Juizado Especial Civil, sem precisar de advogado.

Esses cuidados devemos ter para evitar de ter o nome negativado no Serasa. E você já caiu nessa cilada? Minha dica é consultar CPF é importante e fique atento!